20.04.12

Quando recebi o convite para escrever umas palavras e com elas participar nesta merecida homenagem ao Senhor Pinto da Costa, senti-me lisonjeado e, passada a surpresa e após refletir, senti-me também orgulhoso por ter tido participação direta em dois desses 30 anos de presidência que agora se celebram.

É, todavia, difícil para mim escrever algo sobre o Senhor Pinto... da Costa, escrever algo que já não tenha sido dito ou escrito por algum dos que tiveram o privilégio de com ele trabalhar diretamente. Este Senhor, pelos seus inúmeros e incríveis talentos, poderia ter sido com sucesso aquilo que quisesse. Decidiu ser presidente de um clube de futebol, o clube do seu coração e, nesse papel, foi escrevendo uma história da qual não se conhece ainda o fim, mas que é uma história fantástica, a história do Grande Presidente da História do Futebol Português.

Enquanto treinador do FC Porto, um dos momentos marcantes que ali vivi foi a inauguração do novo estádio, um estádio que, como sempre pensei, deveria levar o seu nome, mas que acabou por se chamar Estádio do Dragão. Na altura discordei, discordei silenciosamente, como assim era exigido pelas minhas funções e também porque - como nunca escondi - não nasci portista e nunca carreguei comigo esta proteção.

Anos mais tarde e na sequência das reflexões que faço sobre a minha carreira e tudo aquilo que a rodeia, cheguei à conclusão de que, afinal, o nome do estádio era perfeito. Estádio do Dragão! E porquê? Porque Pinto da Costa é o Dragão! Pinto da Costa é a mística. Pinto da Costa é a alma. Pinto da Costa é o estratega. Pinto da Costa é o Futebol Clube do Porto. E que me desculpem aqueles que discordarem, mas quando Pinto da Costa disser que se acabou, o FC Porto não mais será o mesmo.

Na semana que se seguiu à final da Taça UEFA, estava eu de saída, estava Deco de saída. Chamou-me e sentou-se comigo. Perguntou-me se não sentia que poderia ganhar a Champions... Como sempre, acertou na "mouche". Tocou-me no orgulho. "Míster, prometo que só vendemos um jogador e que não será o Deco. Prometo que lhe daremos outro em sua substituição e que será o míster a escolher." "OK, Presidente! Vendemos o Postiga e vamos buscar o McCarthy."

O Homem sabia que eu não poderia virar as costas a um desafio e tocou-me na ferida. Fiquei mais um ano. O Homem tinha razão, podíamos ganhar a Champions. Agradeço-lhe por esse poder de persuasão, pela inteligência com que o usou, algo apenas possível nos eleitos. É que tal como há um grupo de eleitos entre os jogadores, entre treinadores, também há um grupo de eleitos entre dirigentes. E aqui, Pinto da Costa ocupa seguramente, a nível mundial, uma posição no topo.

Há muito tempo que não tinha a oportunidade de enviar um abraço de amizade, sentido, a todos os portistas e de lhes dizer que os anos passam, mas que jamais me esquecerei daquilo que vivemos e conquistámos juntos. Está dado e está dito.

Quanto ao Presidente - aquele abraço de Parabéns!

 

José Mourinho in Revista Dragões

publicado por José Oliveira às 00:39

21.11.11

A energia que me faz determinado, o compromisso que me faz perseverante e a paixão com que me dedico a tudo o que faço, aliados às hard skills apreendidas, ao meu espírito empreendedor e à minha capacidade de trabalhar em equipa diferenciam-me dos outros.

publicado por José Oliveira às 01:09

23.02.11


 

Carmelo Anthony #7

publicado por José Oliveira às 19:58

28.01.11

publicado por José Oliveira às 18:17

24.12.10

publicado por José Oliveira às 23:06

31.10.10

publicado por José Oliveira às 13:14

05.10.10

"André Villas-Boas não quer ser uma cópia de Mourinho mas soube aprender o melhor do técnico do Real Madrid. O jovem técnico sabe exactamente o que precisa e como deve lá chegar. Ontem, em Guimarães, muitos consideraram que lhe tinha saltado a tampa com a eventualidade do primeiro jogo sem vencer, que finalmente se estava a ver o verdadeiro Villas-Boas com o aparecimento da primeira adversidade. Já as bicadas ao Benfica tinham sido vistas pela incapacidade de o técnico estar fechado no seu casulo no Dragão.

 

Villas-Boas está mais à frente do que isso. Vamos por partes. Recordemos a célebre expressão "quem não chora, não mama". Quando os pais têm um filho a chorar, a atenção aumenta necessariamente. Assim que começaram a surgir as críticas do Benfica à arbitragem, o clube da Luz tornou-se num bebé chorão. Mais do que isso, o Benfica fez de bebé chorão queixinhas. Deixou de ser apenas importante os lances em que eram prejudicados mas também os lances em que o FC Porto era beneficiado. E foi exactamente por isso que a 21 de Setembro, Rui Gomes da Silva, administrador da SAD do Benfica entrou em acção: "O nosso principal concorrente, o FC Porto, beneficiou de quatro penáltis não assinalados contra si. Recordo: Naval, Rio Ave, Sp. Braga e Nacional."

 

Villas-Boas não se meteu nos assuntos do Benfica, simplesmente reagiu às provocações. Villas-Boas é ponderado e, apesar de poder não ter declarações bonitas com uma visão romântica do futebol que deixou de fazer sentido há muitas décadas, tem um leque de habilidades para atenuar as situações. E foi isso que fez ontem em Guimarães. Se dois pais jovens têm dois bebés a chorar, a atenção vai ser repartida. Às lágrimas e ao choro da Luz, juntou-se agora o Dragão. Villas-Boas até pode acreditar que não foi prejudicado, que foi apenas um jogo infeliz, mas isso pouco importa. Acima de tudo era importante deixar uma posição bem vincada. Estar na frente com várias vitórias consecutivas não impede a equipa de protestar caso não vença.

 

E sejamos honestos: qual é o clube que não protesta quando é prejudicado? E, mais do que isso, alguém acredita que perde a legitimidade de protestar só porque anteriormente já possa ter sido beneficiado? Não é assim no FC Porto de Villas-Boas, não é assim no Benfica e não é assim no Sporting. Nem em qualquer outro clube. Português, pelo menos.

 

O técnico do FC Porto está sob fogo mas não se importa com isso. Tal como era Mourinho, tal como era Robson, o técnico quer, acima de tudo, defender o grupo de trabalho, defender os jogadores. E eles sentem-no. E se for preciso mais tarde, dão o dobro pelo treinador. Não foi ao acaso que Villas-Boas "decidiu" ser expulso no preciso momento em que Fucile foi para a rua por acumulação de amarelos. O uruguaio não se sentiu sozinho e os próprios jogadores devem ter sentido um estímulo adicional.

 

É bonito? Naturalmente que não. Mas Villas-Boas não está preocupado com questões estéticas, apenas com a eficácia. E aí, os números falam por si."

 

Rui Pedro Silva em ionline

 

publicado por José Oliveira às 20:10

17.09.10

- Vem treinar a nossa selecção! Por favor!

- No estado em que isso está? Só se for por 2 jogos...

 

publicado por José Oliveira às 01:05

12.08.10

É justo que Vila Verde tenha a honra de ser o tema do meu 200º post. Simplesmente por ser espectacular. Obrigado. Quero continuar a voltar.

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publicado por José Oliveira às 00:13

02.08.10

publicado por José Oliveira às 19:54

19.07.10

"Fly, my brother,

Do not stop.

Fly before night falls...

Do not forget that our life is to fly!"

 

Calmeiro Matias

publicado por José Oliveira às 20:37

18.07.10

Grande festa!

publicado por José Oliveira às 22:43

03.06.10

6'40'' do terceiro período do primeiro jogo da final de 2008. Os Lakers ganhavam por quatro e Pierce estava no chão agarrado ao joelho. Os gritos de dor e as lágrimas acompanhavam-no na cadeira de rodas que o levou ao balneário. Cinco minutos depois voltou ao som do "Eye of the Tiger" para fazer triplos seguidos e levar Boston à vitória. Os Celtics são assim. Choram mais do que a Halle Berry a aceitar o Óscar. São capazes de arrancar uma mão ao adversário, mas choram porque não lhes deixaram levar o braço. Os Celtics querem ser odiados. Jogam feio e são mais provocadores que o Muhammad Ali, mas sem os pontos de estilo. Odeio-os. Do charuto do Auerbach ao bigode do Bird, de verde ou de branco. Não faz diferença. Nas próximas semanas devo ainda odiá-los mais. Onze campeonatos em 13 anos há cinco décadas deram-lhes uma vantagem de dois títulos sobre LA. Este ano ficamos um mais perto. "We want Boston!"

 

Nuno Aguiar, jornalista e adepto dos LA Lakers

na edição de 3 de Junho do jornal i

publicado por José Oliveira às 14:22

23.05.10

 

 

É por causa de pessoas como estas que o futebol é tão espectacular. Parabéns e obrigado.

publicado por José Oliveira às 03:26

21.05.10

Tenho estado ausente. Já lá vão quase 2 meses que não vinha ter comigo. Desculpa. Não mereço passar tanto tempo longe de mim, mesmo que ande muito ocupado... Eu sei, eu sei. Devia procurar mais tempo para vir até aqui. Mas vá, felizmente, hoje e amanhã vou poder fazer o que não tenho feito! Tenho a certeza que vai ser bom: vou fugir para me encontrar.

 

publicado por José Oliveira às 00:45

27.03.10

Deixa-me aproveitar para me encontrar contigo, agora que o tempo parou e o espaço foge lá fora. Deixa-me desenhar em ti os meus próprios contornos, deixa-me mostrar-te de que sou feito e o que me move.

 

Sou uma infinidade de sonhos alimentados pela insaciável vontade de crescer a caminhar. Sou tudo o que já te fez chorar, mas sou especialmente aquilo que já nos fez sorrir enquanto nos abraçávamos e beijávamos. Sou verdadeiramente aquele que mais ninguém conhece como tu, pois já deixei de me mover por ti para me mover contigo.

 

Dançamos de olhos fechados ao som de qualquer música. Brilhamos em cima do palco construído pelas nossas conquistas e pelas nossas metas. Deixa-me ser o que quisermos, mas não me deixes cair a meio da dança.

publicado por José Oliveira às 13:12

21.02.10

"HÁ OS MAUS E OS BONS, os polícias e os ladrões, os cowboys e os índios, o cão e o gato, o preto e o branco, o quente e o frio, a carne e o peixe. É assim o mundo das crianças. Simples, prático e arrumadinho. Sem grandes emoções e muita, muita objectividade. Não há morno, nem cinzento, nem meia-idade: ou se é de idade ou não se é. Ponto final. Sem meias-medidas. 


Mas esta lógica minimalista, maniqueísta, começa a dissipar-se com a idade. Até que um dia reparamos que o mundo não passa de uma enorme massa cinzenta, de uma sopa morna onde tudo é subjectivo. Onde os debates são de ideias, os conflitos são morais e as crises são emocionais. Nada em concreto, portanto. 

No fundo tudo depende do ponto de vista. Tudo não passa, enfim, de um gigantesco "ponto de vista", de um "depende" inconclusivo, descomprometido, compreensivo, aberto, do tipo fixe meu. 

Até que entramos no campo do futebol. E voltamos ao nosso estado infantil. Porquê? Porque sim. A bola não é redonda? Pois. Claro que foi golo, claro que o treinador é uma besta e claro que somos os melhores do mundo. É óbvio. Nem há discussão possível, só há lagartos, lampiões... e o Pinto da Costa. É irracional, eu sei, mas é absolutamente objectivo. No mundo da bola, nada depende do ponto de vista: em concreto, em absoluto e de facto, a minha equipa é melhor do que a tua. Aliás, é a melhor. Há os bons: nós. E os maus: os outros todos. 

Tudo corre bem, até que temos um filho fanático pelo Sporting. E baixamos as armas. Coitadinho."

 

Inês Teotónio Pereira

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publicado por José Oliveira às 00:57

05.02.10

Eu quero apenas amar-te lentamente

Como se todo o tempo fosse nosso

Como se todo o tempo fosse pouco

Como se nem sequer houvesse tempo.

publicado por José Oliveira às 09:30

25.01.10

 

     

 

Indianapolis Colts vs. New Orleans Saints. Não quero perder. Começo a gostar muito disto.

publicado por José Oliveira às 04:01

07.01.10

publicado por José Oliveira às 03:41

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