30.03.09

Pela minha vida tem passado uma dinâmica renovadora. Tenho vindo a mudar mas não por minha iniciativa. Aliás, em nenhum momento da minha vida eu mudei por minha iniciativa. Porém, já achei que sim. Já achei que era eu que provocava a mudança. Já achei que podia decidir quando queria estar mais sorridente, mais feliz. Como estava enganado…

 

Mas, afinal, o que mudou? O que foi que aprendi para descobrir que estava enganado? Nada. Não aprendi nada. Porque aquilo que nos renova não se aprende. Porque aquilo que nos renova ultrapassa completamente o domínio do saber. Só as relações são capazes de nos renovar. Só o Amor pode fazê-lo.

 

Foi isto que mudou. A descoberta de que as relações são as únicas a poder renovar a dinâmica com que vivo está a ser uma descoberta fantástica. Uma descoberta proporcionada por Ti, que colocas pessoas especiais no meu caminho. É por elas que te agradeço, Pai. Por terem sede de viver ao jeito do Teu Filho…

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publicado por José Oliveira às 00:33

20.03.09

 

José Oliveira, 2007

 

Não me mostres o teu lado feliz

A luz do teu rosto quando sorris

Faz-me crer que tudo em ti é risonho

Como se viesses do fundo de um sonho

 

Não me abras assim o teu mundo

O teu lado solar só dura um segundo

Não é por ele que te quero amar

Embora seja ele que me esteja a enganar

 

Toda a alma tem uma face negra

Nem eu nem tu fugimos à regra

Tiremos à expressão todo o dramatismo

Por ser para ti eu uso um eufemismo

Chamemos-lhe apenas o lado lunar

Mostra-me o teu lado lunar

 

Desvenda-me o teu lado malsão

O túnel secreto, a loja de horrores

A arca escondida debaixo do chão

Com poeira de sonhos e ruínas de amor

 

Eu hei-de te amar por esse lado escuro

Com lados felizes eu já não me iludo

Se resistir à treva é um amor seguro

À prova de bala, à prova de tudo

 

Toda a alma tem uma face negra

Nem eu nem tu fugimos à regra

Tiremos à expressão todo o dramatismo

Por ser para ti eu uso um eufemismo

Chamemos-lhe apenas o lado lunar

Mostra-me o teu lado lunar

 

Mostra-me o avesso da tua alma

Conhecê-lo é tudo o que eu preciso

Para poder gostar mais dessa luz falsa

Que ilumina as arcadas do teu sorriso

 

Não é por ela que te quero amar

Embora seja ela que me vai enganar

Se mostrares agora o teu lado lunar

Mesmo às escuras eu não vou reclamar

 

Toda a alma tem uma face negra

Nem eu nem tu fugimos à regra

Tiremos à expressão todo o dramatismo

Por ser para ti eu uso um eufemismo

Chamemos-lhe apenas o lado lunar

Mostra-me o teu lado lunar

 

 

Rui Veloso in Lado Lunar, 1995

publicado por José Oliveira às 15:27

11.03.09

 

publicado por José Oliveira às 21:41

09.03.09

 

Tenho uma fotografia de dois indianos no meu espaço. Mas é justo que estejam. Proporcionaram-me um bom serão. E aí vem uma nova semana.

publicado por José Oliveira às 02:29

03.03.09

Já sentia saudade (essa palavra tão portuguesa) de saborear o tempo de forma folgada. É verdade que estive 2 meses seguidos sem ter uma única aula, mas a pressão dos exames era demasiada para me permitir encarar isso de forma claramente positiva. Os exames terminaram, veio o Carnaval e começaram as aulas.

 

O Carnaval permitiu-me dar um salto a outro mundo de forma a ganhar força para encarar o segundo semestre. Foi importante mas não me permitiu pautar o ritmo. O ritmo foi acelerado e eu quis acompanhá-lo para elevar a moral a um nível sorridente. Mas isto não seria suficiente para me estabilizar por completo. Faltava-me a oportunidade de saborear tudo isto com calma e de forma prolongada. Saborear o tempo de forma folgada.

 

As aulas apareceram antes de ter tempo para pensar nelas. Obrigaram-me a procurar uma rotina horária e a dividir o meu tempo de forma inteligente. Essas tarefas ainda não estão realizadas e existe um motivo forte para o justificar: a necessidade que estava por satisfazer. Sim, saborear o tempo de forma folgada! Precisava de o fazer e, com um ritmo baixo nas aulas e poucas obrigações adicionais, consegui fazê-lo.

 

Agora sim, sinto-me mais forte para agarrar o semestre. Semestre que promete dar bastante trabalho. 11 testes em 12 semanas e meia, a começar no dia 20 deste mês. Let's go.

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publicado por José Oliveira às 20:54

01.03.09

Os propósitos do Carnaval não têm, para mim, grande significado. Vivo o jejum e a abstinência como experiências de fé e não como experiências físicas, por isso, os dias gordos de "adeus à carne" que estão na origem do Carnaval não me motivam a festejá-lo. Contudo, ao longo da minha vida, lembro-me de estar festivo em quase todos os anos por essa altura. Porquê?

 

Durante muitos anos isso aconteceu por influência das circunstâncias. Não tinha capacidade para me questionar sobre os motivos que me faziam festejar aquela ocasião. Se me levavam a festejar, eu festejava. Simples. Porém, a situação foi-se alterando de forma bastante natural. Como me faltavam motivos para festejar o Carnaval, só festejava nessa altura quando se criava algum propósito alheio ao período em questão. E, como isso nem sempre aconteceu, houve anos em que a época do Carnaval se resumiu a um fim-de-semana prolongado. Preocupante? Pelo facto de não festejar o Carnaval na sua essência, não. Pelo facto de não se criar o tal propósito alheio, sim. Porquê?

 

A força de uma comunidade vê-se na forma como vive: o fervor com que anuncia, a disponibilidade com que partilha os seus dons, a coragem com que percorre o caminho, a intimidade com que ora e a força com que se reúne. A força com que se reúne. A reunião da comunidade tornou-se no tal propósito alheio ao Carnaval que me fazia festejar por essa altura. Eram sempre grandes momentos de comunidade que fortaleciam todos os que os experimentavam e, por isso mesmo, a falta desses momentos era preocupante. Sendo a época do Carnaval uma oportunidade para a comunidade se reunir e sendo a reunião uma das formas de fortalecer a comunidade, era preocupante o facto de não se aproveitar a época do Carnaval.

 

Mas neste ano voltámos a aproveitar a oportunidade. Neste ano voltámos a fortalecermo-nos e a unir-nos à volta da mesma mesa. Neste ano voltámos a transformar a tal festa desprovida de grande sentido em excelentes momentos de comunidade. Porque não é sempre assim? Porque não procuramos aproveitar todas as oportunidades para nos reunirmos? Penso que não sou o único a sentir falta de mais momentos que nos fortaleçam e nos unam, como este último Carnaval. O mais importante e mais fortalecedor que já vivi. O melhor Carnaval da minha vida.

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publicado por José Oliveira às 08:33

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