28.12.09

 

Abba,

 

Arromba as janelas e as portas do meu coração sempre que eu insistir em fechá-las. Transforma a minha casa e inquieta o mais íntimo de mim para que Te saiba procurar em cada experiência. Mantém-me em desassossego para que Te procure sempre. Cada vez mais.

publicado por José Oliveira às 03:49

19.12.09

O design de um Moleskine em revista. Muito interessante.

 

 

"Dos nossos maiores desequilíbrios, o mais exasperante é entre o pouco que lemos e o muito que escrevemos. Em tantas outras áreas, puxa-nos mais para a área dos espectadores do que para a dos protagonistas.

 

(...)

 

Escrevemos que nos fartamos, porque vemos a escrita como uma expressão de nós próprios, como falar. Escrevemos para nos defendermos, para concordarmos com o que escrevemos, para que conste.

 

(...)

 

Escrever é uma maneira de pensar que não se consegue pelo pensamento apenas. Os constrangimentos sintácticos e gramaticais da escrita, em vez de nos reprimirem, levam-nos a encontrar frases que não existiam antes de serem escritas; que não podiam existir de outra maneira."

 

Miguel Esteves Cardoso

publicado por José Oliveira às 15:14

17.12.09

A respiração não tem grande mistério: inspirar, expirar, inspirar, expirar. Sempre igual. A única coisa que varia é o ritmo deste processo. Umas vezes mais rápido, outras mais lento, o ritmo da respiração não pede licença para se alterar e adapta-se às exigências do corpo para o manter em pleno funcionamento. Mas não é só a parte física que exige uma boa respiração para se manter saudável, também a parte psicológica (que inclui a mental e a afectiva) necessita de uma.

 

A grande dificuldade de ter uma boa respiração que alimente a parte psicológica da forma desejada é conseguir controlá-la. Ao contrário da respiração como processo fisiológico, o ritmo desta respiração não se adapta às necessidades de forma automática. O ritmo desta respiração precisa de ser regulado e esta regulação tem imensas implicações. Para fazer uma regulação correcta do ritmo da respiração que mantenha o normal funcionamento da parte psicológica é obrigatório começar por estar constantemente atento às necessidades. Nem sempre precisamos de inspirar, mas também não é possível aguentar apenas a expirar. Também não é necessariamente verdade que o equilíbrio passe por dosear na mesma medida a inspiração e a expiração; em cada dia, semana ou mês, as doses necessárias de cada um vão variando. Então, quem as determina? A vida. É a ela que temos de estar atentos.

 

Se conseguimos fazer um bom diagnóstico do que a vida nos exige em cada momento, perfeito: facilmente gerimos o tempo e regulamos o ritmo. Na verdade, não é algo assim tão complicado de fazer, pois é natural que estejamos constantemente atentos aos desafios do nosso caminho. Mas sempre que nos descuidarmos na atenção ou avaliarmos mal os desafios, as coisas podem correr bastante mal. Expirar em demasia quando a vida nos pede que dediquemos uma boa parte à inspiração (e vice-versa, claro) pode ser um grande problema.

 

Evitar o problema de uma respiração desregulada é uma responsabilidade exclusivamente pessoal. Ninguém pode substituir outrem nessa tarefa. Já as consequências de uma respiração desregulada não se cingem apenas à pessoa que a origina, mas alastram-se a todas aquelas que, de um modo forte e contínuo, lhe estão ligadas afectivamente. E este, sim, é o verdadeiro problema.

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publicado por José Oliveira às 08:27

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