08.08.08

Dia 8

A noite na estação não foi nada agradável. Para além de todo o nervosismo e intranquilidade causados pela perda do bilhete e do passaporte ainda tivemos a companhia de dois bebâdos que vaguearam pela estação durante boa parte da noite. Quando começou a amanhecer, acharam que seria boa altura para virem falar connosco. Dificilmente aquelas horas podiam ter sido psicologicamente mais desgastantes. Estava a ser difícil reagir de forma positiva a tudo o que se tinha passado e ainda tinha de aturar dois bêbados aos berros quando só me apetecia dormir.

 

Após várias tentativas de os afastar pelo diálogo, tirei a faca que tinha comigo e apontei-lhes em forma de ameaça. Não tencionava de maneira alguma efectivar a ameaça mas não os suportava mais. Mesmo assim, isso não foi suficiente para os afastar. Irritaram-se e entornaram um bocado de cerveja sobre as nossas coisas. Foi o pretexto perfeito para chamarmos a polícia e, aí sim, eles deixaram-nos em paz.

 

Depois de descansarmos um pouco, levantámo-nos para ir à Embaixada. Não conseguíamos chamar um taxi através dos nossos telemóveis e os taxis estacionados à beira da estação duplicavam o preço para os turistas. Solução: arriscar ir a pé. 1h15 depois, chegámos. Estourados. Para além do tempo que andámos, tivemos de ir por ruas que subiam imenso. Mas se depois desta longa e cansativa caminhada tivéssemos conseguido resolver o problema do passaporte, tudo bem. Só que não conseguimos. Era domingo. A Embaixada estava fechada. Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira das 10h às 13h. Fantástico como tudo continuava a correr lindamente.

 

Voltámos para o centro da cidade de taxi e, desta vez, para ir ao departamento de estrangeiros da polícia. Finalmente alguém capaz de nos ajudar e em inglês. Tinha de apresentar queixa no posto da polícia na estação e, com o papel que eles me davam, ia à Embaixada tratar do passaporte. Claro que tudo isto só seria possível se alguém fizesse de tradutor entre os polícias da estação e a minha pessoa. A mulher que nos atendeu no departamento de estrangeiros aceitou fazê-lo.

 

Fomos para a estação, apresentei a queixa, deram-me o tal papel e estava na hora de arranjar um hostel para ficar a dormir já que só podíamos ir à Embaixada no dia seguinte. Hostel New Morning, 1050 dinares/noite, perto da estação, com internet grátis. Eu estava tão estourado que nem almocei nem tomei banho. Fui-me deitar e adormeci. Ainda acordei por volta das 18 horas mas não fiz absolutamente nada. Passadas algumas horas voltei a adormecer e foi assim que terminei o dia. Ainda bem. Estava tudo a ser bastante penoso e só queria sair daquela cidade, por isso, quanto mais dormisse, menos pensava em tudo o que se estava a passar.

publicado por José Oliveira às 11:53

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