08.08.08

Dia 9

Acordar cedo para arrumar as mochilas e ir à Embaixada. Desta vez fomos negociar com os taxistas à beira da estação para não termos de andar aquele tempo todo outra vez. Tivemos sorte. Vimos um taxista a dar conselhos a um turista. Fomos ter com ele e ficou combinado pagarmos o preço do taxímetro (pelo que percebi, isso não é propriamente uma norma). 500 dinares e cinco minutos a pé até à Embaixada.

 

Antes de ser realmente atendido ainda tive de fazer uma longa caminhada para ir tirar duas fotografias. Pelo menos desta vez foi a descer. Eles também tiveram de ir porque eu não tinha dinheiro suficiente mas foram de autocarro. Voltámos os três de autocarro e fui finalmente atendido. Para além das fotografias, dos meus dados e do papel da polícia ainda era preciso mais uma pequena quantia de dinheiro: 120 euros. Não cabia em mim de felicidade com esta grandiosa novidade. Obviamente perguntei que alternativas tinha. Só existia uma e teria de voltar a passar a noite em Belgrado. Título de viagem única. 10 euros.

 

Já estava na hora de fecho da Embaixada, por isso, tive de sair e ficar à espera de um telefonema com novidades. Assim fiz. Passados vinte minutos ligaram-me para voltar lá. Tive de explicar tudo o que se tinha passado à secretária da Embaixada. Depois disso, fui informalmente aconselhado a tentar sair do país para um da União Europeia (Hungria, Roménia ou Bulgária) apenas com o papel que a polícia me tinha dado. Parecia-me uma excelente solução pois podia sair de Belgrado à noite (sem ter de voltar a dormir lá) e evitava gastar dinheiro num novo documento. Mas poderia haver um problema. Se não me deixassem passar a fronteira teria de voltar para Belgrado. A secretária deu-me o número do seu telemóvel pessoal para eu lhe enviar uma mensagem com novas informações caso seguisse o conselho informal que tinha recebido. Agradeci e saí.

 

Fui ter com eles que tinham estado a conversar sobre o InterRail. Quiseram falar comigo sobre o que pensavam. Foi estranho para mim ouvir algumas coisas. No fim, falei. Disse tudo o que pensava e talvez também tenha sido estranho para eles ouvir algumas coisas. Mas era importante que ouvissem e pensassem sobre elas. O ambiente ficou um pouco tenso durante o resto do dia. Fomos à estação comprar um novo bilhete para mim, fomos lanchar, fomos buscar as mochilas ao hostel e voltámos para a estação. Destino: Budapeste novamente. Mas talvez só de passagem. Ou talvez nem lá chegasse. Dependia do que acontecesse na fronteira de madrugada. Entretanto, terminou mais um dia terrível.

publicado por José Oliveira às 12:10

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