08.08.08

Dia 11

Agora estava por minha conta, por isso, tinha de ter cuidados redobrados com todas as minhas coisas. Para evitar que me roubassem os documentos e o dinheiro, dormi com a mochila pequena a servir de almofada. Para além disso, ainda pus despertador activo para me acordar 15 minutos antes de chegar a Veneza de forma a não ficar a dormir no comboio e me sujeitar a ficar sem a mochila grande. Correu tudo bem.

 

Tal como na outra vez, fui deixar a mochila grande aos cacifos e tratar da viagem para Turim de seguida. Tudo tratado, parti em direcção à Praça de São Marcos. Desta vez, optei por uma direcção diferente de forma a descobrir outra parte de Veneza. Foi engraçado descobri-la sozinho. Percebi que viajar sozinho também tem o seu encanto. Animei-me.

 

Depois de 40 minutos a andar, cheguei à Praça de São Marcos. Déjà vu. A fila para entrar na Basílica era enorme. Desta vez o problema era o tempo que tinha para estar em Veneza. O comboio era antes das 13h e já eram 11h. Para além do caminho de volta para a estação ainda tinha de ir ao supermercado comprar um dentífrico e alguma comida. Comecei a pensar em alternativas. A porta de saída não estava protegida por nenhum segurança e era ao lado de uma loja de pequenos artigos sobre a Basílica. Entrei. Já misturado na confusão, comecei a aproximar-me da porta que dava acesso ao interior da Basílica propriamente dito. Num momento em que ninguém estava a olhar para mim, entrei. Não foi muito bonito da minha parte mas era a minha única hipótese de ver a Basílica. E valeu a pena. Só não deu para fotografar o interior. Fica na memória.

 

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Estava na altura de voltar para a estação e, de todas as vezes em que vagueei por Veneza nas duas vezes que lá estive, essa foi a primeira vez que me perdi realmente. Mas é tão fácil alguém se perder como voltar a encontrar o caminho desejado. Foi isso que aconteceu. Ainda deu tempo para ir fazer as tais compras e chegar à estação trinta minutos antes da hora de partida do comboio. Foi uma manhã bastante agradável num sítio lindíssimo.

 

Comboio para Milão. Mudança. Comboio para Turim. Chegada a Turim ao final da tarde e dois problemas para resolver: marcar a viagem do dia seguinte e arranjar um hostel barato e perto da estação. O primeiro problema foi relativamente fácil de resolver. Quinze minutos numa fila e fui atendido. Não era preciso reserva para os comboios da manhã (Turim-Cuneo-Ventimiglia-Monte Carlo) nem me conseguiam reservar os comboios da noite (Monte Carlo-Nice-Irun). Tudo bem. Segui à procura do posto de turismo para arranjar um hostel. Encontrei. Estava fechado. Ia ser difícil resolver este problema sem esta ajuda.

 

Saí da estação e fui andando. Não sabia bem o que procurava porque dificilmente iria aparecer um hostel com uma publicidade grandiosa e chamativa. Tentei falar com outros "backpackers" mas eles procuravam parque de campismo. Não encontrava nenhuma solução digna desse nome, por isso, optei por ir a um hotel de algumas estrelas ali ao lado da estação. Claro que não ia ficar ali hospedado mas ainda arrisquei a perguntar o preço do quarto. 130€/noite. Expliquei-lhe a minha situação e perguntei se me podia ajudar. Fiquei espantado com a disponibilidade demonstrada. Esteve a procurar na net algo barato e perto da estação. Albergo San Carlo. 22€/noite. Deu-me todos os contactos e indicações. Agradeci imenso e saí.

 

Entretanto também tinha pedido ajuda em Portugal mas apenas serviu para concluir que não tinha grandes hipóteses. Cheguei ao Albergo San Carlo. O quarto mais barato que tinha custava 35€/noite. Os 22€/noite eram para quartos múltiplos e a política deles não permite que esses sejam ocupados por vários desconhecidos. Apenas para grupos de pessoas que se conheçam. Como 35€ era muito dinheiro para gastar numa só noite tentei que o preço baixasse. O máximo que consegui foi chegar aos 30€. Continuava a ser caro mas não tinha grande alternativa. Para além disso, estava cansado e a necessitar de um banho. Decidi ficar.

 

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Enquanto decidia, apareceu uma jovem Australiana (mais uma) que rapidamente se apresentou. Estivemos a conversar alguns minutos. Até num sítio onde só ia ficar uma noite fui conhecer uma Australiana. Impressionante.

 

Pousei as mochilas no quarto, tomei banho e fui pedir para cozinhar. Estava a precisar de jantar algo mais que sandes e fruta. Cozinhei, jantei e saí do quarto. Ainda era cedo e apetecia-me aproveitar as poucas horas que ia ficar em Turim. À saída do quarto encontrei de novo a jovem Australiana com uma amiga Francesa. Isobel e Bethsabée. Perguntaram-me onde ia e se queria companhia. Aceitei. Fomos os três passear por Turim.

 

Conversa, gelados, conversa, chuva, conversa, esplanada, conversa, martini, conversa, granizo, conversa. Foi uma noite muito engraçada e uma excelente prova de que viajar sozinho pode mesmo ser interessante. Mas estava na altura de voltar ao albergo porque tinha de acordar cedo no dia seguinte. Despedimo-nos e fui para o meu quarto. Arrumei tudo e deitei-me. A experiência só se valorizou com a mudança do dia anterior.

 

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publicado por José Oliveira às 20:57

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