09.11.06
"Só as esferas, fabricadas de misteriosa liga, brilham como no primeiro dia, foscas mas luminosas, nítidas as nervuras, precisos os encaixes, não se acreditaria que estão aqui vai para quatro anos. Blimunda aproximou-se de uma delas, pôs-lhe a mão em cima, não estava quente, não estava fria, foi como se tivesse juntado as duas mãos, não sente frio, não sente calor, apenas que ambas estão vivas. Ainda aqui dentro viverão as vontade, de certeza não saíram, se vejo inteiras as esferas, incorrupto o metal, coitadas delas, fechadas há tanto tempo, à espera de quê. Baltasar já estava trabalhando em baixo, ouviu uma parte qualquer da pergunta, ou adivinhou-a, Se as vontades saíram das esferas, a máquina não serve para nada, nem valia a pena cá voltar, e Blimunda disse, Amanhã o saberei."

Talvez amanhã também saiba porque abri o Memorial do Convento numa página à sorte e comecei a copiar este paragráfo.
publicado por José Oliveira às 23:50

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