07.08.08

Dia 6

Foi complicado acordar cedo depois do dia anterior mas o check-out do hostel era até às 10 horas e tínhamos de fazer um esforço. Mesmo assim, já passava das 11 horas quando saímos do quarto. Entregámos as chaves e deixámos as mochilas numa divisão fechada que servia de cacifo. Fomos conhecer o resto da cidade.

 

A caminho do centro de Peste decidimos comprar um bilhete para o SightSeeing Tour. Havia imensas coisas por ver e só nos restava esse dia. Foi uma boa opção porque também deu para poupar o corpo. Assim, depois do pequeno-almoço fomos apanhar o autocarro ao lado da Elizabeth Bridge. Vimos o Parlamento que é lindíssimo por fora. Como só dava para entrar com marcação prévia nem tentámos ir lá. A paragem seguinte era na Sinagoga. Saímos. De fora, parecia brutal. Comprámos um bilhete que dava acesso ao Museu Judeu, ao cemitério e à Sinagoga.

 

Primeiro fomos ao Museu. A História e os costumes Judeus estavam espalhados pelas paredes. Mais acima, um andar dedicado à história da II Guerra Mundial do ponto de vista dos Judeus. Intenso, sem dúvida.

 

Image Hosted by ImageShack.us

Descemos até ao cemitério que pouco tinha para ver. Apenas um cemitério com alguns louvores especiais. Seguimos logo para a Sinagoga. Tivemos de colocar uma espécie de barretes (deve existir um termo correcto que defina aquilo mas eu desconheço) para poder entrar. Tal como por fora, o interior da Sinagoga era brutal. Hei-de voltar a uma mas com mais conhecimentos sobre a mesma.

 

Sinagoga vista, era altura de continuar. A paragem seguinte era perto da maior Igreja Católica Cristã da cidade - St. Stephens Cathedral. Fomos. Por causa de um casamento só algumas zonas da Catedral estavam disponíveis para visitar. Não foi uma desilusão mas também não me deixou deslumbrado. Era muito gira por fora mas relativamente normal por dentro.

 

Image Hosted by ImageShack.us

Seguindo, vimos o edifício da Ópera e a House of Terror (um museu com uma exposição do Comunismo). Passámos também na Heroes' Square e em algumas ruas e praças importantes de Peste. Decidimos não sair do autocarro pois nada nos interessava de grosso modo. O autocarro passou para o lado de Buda e levou-nos a uma zona que ainda não tínhamos conhecido. Parecia bastante interessante e, por isso, saímos.

 

Encontrámos um mini-mercado e aproveitámos para comprar algumas coisas para almoçar. Depois de almoçar fomos ver o Fisherman's Bastion e tirar umas fotos. Era uma zona pequena mas engraçada. Voltámos para a paragem do autocarro e terminámos o trajecto na mesma paragem em que tínhamos começado.

Gostei mais da parte de Buda por ser mais limpa e calma mas Peste parece-me "mais cidade" e tem zonas muito interessantes também. Talvez volte um dia.

 

 

 

Fomos até ao hostel buscar as mochilas. Voltámos para o centro de Peste para jantar. Restaurante SubWay. Uma boa sande e uma boa esplanada. Mais uma vez, Uno. Era preciso ficar no centro até perto da hora do comboio porque a zona da estação não era muito segura e o Uno foi o instrumento usado para ocupar o tempo.

 

Uma hora antes da hora de partida do comboio fomos apanhar o metro. Tinham-nos dito que não havia grande controle nos transportes públicos. Fiando-nos nisso, entrámos no metro sem pagar. À saída, azar. Revisor. Queria que pagássemos 6000 florins cada um. Dissemos que não tínhamos e ele disse que ia chamar a polícia. Nós explicámos que estávamos de saída da cidade e já não tínhamos florins e ele amortizou a multa. Também já podíamos pagar em euros. Parecia um autêntico vendedor indiano na forma como agia e nós os clientes a regatear o preço. Ridículo. Mas, pelos vistos, é assim que eles funcionam. No fim, pagámos 50€ pelos três e seguimos. Não foi agradável mas não podíamos ficar chateados. Era hora de apanhar o comboio para Belgrado. Entrámos, esticámo-nos e adormecemos.

publicado por José Oliveira às 22:06

Dia 5

Como a viagem era longa até Budapeste e não existiam lugares marcados, a primeira coisa a fazer depois de entrarmos no comboio era a escolha de um compartimento livre ou com o mínimo de pessoas possível. Livre já não encontrámos porque o comboio vinha de Veneza. Encontrámos um em que só vinha uma mulher. Entrámos. Serah, Australiana, 20 e alguns anos, professora de Inglês, a viajar pelo Mundo há 6 meses. Traduzindo isto em assuntos de conversa: infinitos.

 

Fui perdendo a noção do tempo que a conversa durava. Tudo porque a conversa de circunstância se foi transformando numa dinâmica troca de culturas. É este tipo de coisas que torna um conjunto de viagens para vários lugares numa experiência inesquecível. O único problema desta viagem de comboio foi o sono. A vontade de prolongar a conversa não lhe conseguiu resistir e tivemos de fechar os olhos por umas horas.

 

Novamente acordados e quase a chegar a Budapeste, uma guia turística bateu à porta do compartimento. Queria saber se precisávamos de alguma informação da cidade. Hostel. A Serah já tinha reservado pela internet mas nós não. Pedimos informações. A prontidão com que nos sugeriu um hostel em mais de 20 localizados num pequeno mapa fez-nos desconfiar um pouco da sua boa vontade. Ficámos de pensar. Aproveitámos esse tempo para perguntar à Serah informações sobre o hostel dela. Parecia-nos uma boa solução, por isso, tentámos evitar a guia à saída do comboio para ir ver o hostel da Serah que era mesmo à beira da estação.

 

Image Hosted by ImageShack.us

Depois de vários esquemas falhados para a evitar, lá conseguimos sair da estação e fomos ver o hostel. Decepção. Era uma casa no terceiro ou quarto andar de um bloco de prédios de aspecto nada agradável. Lá dentro, era uma autêntica casa de vários amigos. Parecia-nos um risco lá ficar. Não arriscámos. Despedimo-nos da Serah e voltámos à estação para aceitar a sugestão da guia. Mini-bus gratuito até ao hostel e 2800 florins por uma noite. Seguimos.

 

Chegados ao hostel, pousámos as mochilas, tratámos da higiene necessária e fomos conhecer Buda. Atravessámos a Independence Bridge e o primeiro local de interesse em Buda era a Citadella. A motivação para conhecer era muita mas, dois minutos depois de começarmos a subir, a motivação tomou o caminho inverso. Mesmo assim, ainda foi suficiente para chegar bem lá acima. Vistas fantásticas da cidade e das pontes sobre o Danúbio. Acabámos por não entrar na Citadella para poupar dinheiro, tempo e as pernas também.

 

Image Hosted by ImageShack.us

Descemos por outro caminho, agora em direcção à zona do Castelo onde estavam dois museus e o Palácio Real. Não foi fácil lá chegar porque, para além do cansaço, não nos estávamos a entender muito bem com os mapas. Passado aquilo que nos pareceu uma eternidade de tempo, lá chegámos. O cansaço, o acinzentar do céu e a hora tardia não nos deixaram apreciar da melhor forma toda a zona. Tirámos umas fotos e viemos embora.

 

Quando descíamos em direcção à Chain Bridge para voltar a Peste e regressar ao hostel, começou a chover. Eu estava de t-shirt. Terrível. Como ainda estávamos longe do hostel, decidimos ir de eléctrico. Quando saímos já não chovia. Óptimo. Ainda tínhamos de comprar algumas coisas para o jantar. Fomos a um mini-mercado ali perto e encontrámos algo para animar a nossa noite. Sangria. Não tinha grande aspecto mas isso não foi problema. Comprámos.

 

Image Hosted by ImageShack.us

Já no hostel, a cama mais parecia um tesouro. O cansaço era mesmo muito. Deitei-me. Adormeci. Quando acordei já eram 22h30 e eles estavam a dormir. Também tinham adormecido porque as compras para o jantar estavam intactas. Decidi acordá-los. Se não aproveitássemos aquela noite para beber a sangria, íamos desperdiçá-la. Eles reagiram bem e fomos cozinhar. A noite terminou de forma alegre mas ainda cansada.

publicado por José Oliveira às 20:57

Dia 4

Acordar. Banho. Fechar mochilas. Sair. Como não acordámos tão cedo como queríamos, chegámos à estação mesmo em cima da hora do comboio. Mas não o perdemos.

 

Duas horas até Ljubljana. Desta vez não era preciso mudar de comboio para lá chegar mas se adormecêssemos íamos até Munique. Não adormecemos e passavam poucos minutos das 10 horas da manhã quando chegámos a Ljubljana.

 

Image Hosted by ImageShack.us

Já de mapa na mão e pequeno-almoço tomado fomos até ao centro da cidade onde vimos a Red Church, a Triple Bridge e o Town Hall. Daí, dirigimo-nos para a longa e cansativa subida até ao Castelo que não era tão espectacular como esperava mas que tinha uma bonita vista da cidade.

 

Voltando para o centro, altura de almoçar. McDonalds pela primeira vez. Depois, mais uma visita. Só lá íamos estar até à noite, tínhamos de aproveitar.

 

A meio da tarde chegámos à conclusão que o tempo que nos restava era mais que suficiente para acabar de conhecer a cidade. Se Zagreb já não tinha grande ar de capital europeia, Ljubljana muito menos. Tem todo o aspecto de uma cidade de segunda dimensão como Guimarães ou Braga. Mas, tal como essas, é uma cidade bonita.

 

Image Hosted by ImageShack.us

Ao fim da tarde voltámos para a estação. Queríamos jantar antes de irmos para Belgrado. Só que, entretanto, um telefonema de Portugal fez-nos repensar o destino. Disseram-nos que seria uma pena estar naquela zona da Europa e não ir a Budapeste. Com esse telefonema, deixei de ser o único a querer ir lá. Faltava apenas conseguir reorganizar o trajecto de forma a encaixar dois dias em Budapeste. Pensámos, conseguimos, mudámos. Em vez de partirmos às 21 horas e algo, partíamos só às 2 horas da manhã. Tudo bem. Ficámos pela estação a jogar Uno (que já se tornava um clássico do InterRail) e a gastar temas de conversa.

 

Assim terminou o nosso dia onde também aconteceu uma pequena discussão entre os três. Mas tudo resolvido. Siga para Budapeste.

 

publicado por José Oliveira às 19:12

Dia 3

Treze horas de sono. Foi assim que começou o nosso dia. Foram tão deliciosas como necessárias. Sem grandes preguiças, arranjámo-nos, tomámos o pequeno-almoço e fomos conhecer a zona histórica da cidade. Deixa a impressão de estarmos a passear no centro de uma vila e não de uma capital europeia. Ficámos sem bateria na máquina fotográfica não muito depois de termos começado a andar. Uma pena. Mas não foi isso que nos impediu de aproveitar a tarde um pouco chuvosa.

 

Image Hosted by ImageShack.us

À noite jantámos e descemos até à zona de convívio. Enquanto eu estava na internet, eles convidaram umas Dinamarquesas para jogar Uno. Elas iam para Veneza nessa noite mas ainda faltavam duas horas para o comboio delas e ficámos a jogar e a conversar com elas. Divertido. Quando elas precisaram de ir para a estação fomos com elas pois queríamos mais informações sobre o comboio que iríamos apanhar no dia seguinte (Ljubljana-Belgrado). Ainda faltava algum tempo para o comboio delas, por isso, ainda jogámos mais Uno, desta vez na estação.



 

Elas foram embora, nós tratámos das nossas coisas e voltámos ao hostel para arrumar as mochilas e dormir já que no dia seguinte saíamos cedo para Ljubljana. Nothing further.

 

publicado por José Oliveira às 18:44

Agosto 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
13
15

19
22
23

24
25
27
28
29



pesquisar
 
preocupações arquivadas
2012:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2011:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2010:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2009:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2008:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2007:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2006:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


no Mundo

 

Alemanha

 


 

Áustria

 


 

Bélgica

 


 

Croácia

 


 

Eslovénia

 


 

Espanha

 


 

Estados Unidos da América

 


 

Finlândia

 


 

França

 


 

Hungria

 


 

Inglaterra

 


 

Itália

 


 

Mónaco

 


 

Polónia

 


 

Portugal

 


 

República Checa

 


 

Sérvia